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Entrevista com Jorge Fanck – Técnico da Seleção Brasileira de Base


FTMRS – Como tu descreverias a sensação de ser técnico da Seleção Brasileira de Base?

Com certeza foi um dos meus sonhos realizados. Sempre quis chegar a Seleção Brasileira como atleta, feito que não alcancei. Mas assim que comecei minha carreira como Técnico tinha novamente como meta e sonho, alcançar a Seleção. A sensação é maravilhosa, me sinto um privilegiado em poder aprender e colaborar com a evolução do Tênis de Mesa Brasileiro.

FTMRS – Qual foi o momento mais marcante durante as competições internacionais?

A primeira viagem foi muito emocionante, com certeza a competição por Equipes mexe muito com atletas e técnicos, pois é a competição que envolve mais pessoas e o clima no Ginásio é completamente diferente. O título com a Equipe Mirim Feminino no Sul-americano foi especial, agradeço muito a todas as meninas que fizeram esse sonho se tornar realidade. Subir no lugar mais alto do pódium e ouvir o hino nacional não tem explicação. No Latino foi sensacional também e novamente veio o título por equipes, só que desta vez no masculino, outra emoção indescritível. São muitos momentos marcantes, e tenho certeza que esta emoção vai me acompanhar por toda minha carreira.

FTMRS – Como é o ambiente da delegação brasileira durante as viagens e torneios?

É tudo muito legal, este grupo que estou tendo o prazer de trabalhar é muito bom, são crianças muito educadas e atletas muito dedicados. Claro que sempre viajamos focados em buscar os melhores resultados para o Brasil, este é o nosso primeiro objetivo, mas nestas oportunidades que tive, no Sula, Latino e China, sempre tivemos momentos de descontração e um pouco de turismo cultural, que é muito valioso também para a formação desta gurizada.

FTMRS – Recentemente o RS adotou a nova bola de plástico, que já vinha sendo utilizada por outras federações, qual a tua opinião sobre ela?

Particularmente eu gostei, infelizmente as bolas que chegam ao Brasil parecem não ter uma qualidade muito boa, principalmente as de uma estrela, elas são muito ovais e oscilam demais. As bolas que utilizamos nos eventos internacionais e nos treinamentos na China eram muito boas, acredito que após um período de adaptação os atletas irão conseguir desenvolver seu melhor tênis de mesa.

FTMRS – Sobre o intercâmbio na China, conte um pouco sobre a experiência de treinar com o país referência na modalidade...

Trabalhar com Tênis de Mesa e ter a oportunidade de realizar um intercâmbio na China, é o que todo profissional na área deseja, pelo menos era um desejo meu. O que mais impressiona é a popularidade do nosso esporte na China, crianças de 3, 4 anos a idosos jogam tênis de mesa, dominam regras e técnicas do jogo. Podemos tranquilamente comparar com o nosso futebol, só que além de popular, o Tênis de Mesa na China é desenvolvido de forma muito organizada e com todo o suporte do governo. Unindo quantidade de praticantes, ser um esporte popular no país e com grandes investimentos, a China tem todos os méritos de estar no patamar que está.

FTMRS – Na tua opinião, qual o principal diferencial dos chineses?

São culturas muito distintas, não podemos simplesmente copiar e achar que dará certo. Mas o que podemos buscar e aplicar em nossa realidade é a disciplina e dedicação nos treinamentos. Todos os atletas levam muito a sério o momento de treino, dificilmente conseguiremos montar um grupo que tenha a mesma carga horária que se pratica na China, cerca de 6 horas por dia, 6 vezes por semana. Por isso que precisamos treinar muito mais focados, concentrados, para conseguir aproveitar ao máximo o momento de treinamento.

Tecnicamente é impressionante o domínio que os chineses tem de saque e recepção, para chegar a este nível, treinam todos os dias cerca de 30 minutos saque e recepção, com certeza após alguns anos o domínio destas técnicas é absurda. Outra parte que me chamou a atenção é o time perfeito para executar os golpes, eles conseguem preparar o golpe muito bem despender energia no momento exato, os golpes saem sempre firmes e com muita energia.

FTMRS – O ano de 2015 representou um grande salto na tua carreira como técnico, foram novas experiências e muitas conquistas, quais os planos para o próximo ano?

Ainda estou assimilando o que aconteceu comigo este ano. Foi um ano maravilhoso e agradeço por tudo que vem ocorrendo na minha carreira.

Aqui no RS quero continuar desenvolvendo e tentar aumentar ao máximo o nível do Tênis de Mesa no Estado.

A nível nacional, hoje integro a comissão técnica do Diamantes do Futuro e Seleção Brasileira, espero conseguir desenvolver um bom trabalho junto aos diamantes e colaborar com o crescimento destes atletas, vislumbrando um presente e futuro vitorioso para o Tênis de Mesa Nacional.

Com a Seleção espero receber mais oportunidades e continuar acompanhando nossas seleções em eventos internacionais e colaborar da melhor maneira possível.







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